20.7.07


diz-me algo de bonito, pedi baixinho.

libélula, ele.

Nina. [10:48 AM]



3.3.07


se você já me espiou pelo desenho no caderno, te espio com os ouvidos. não preciso da fotografia escondida, do cheiro do café.
só ouço baixinho, em segredo.

e quando você diz aquilo - que o escuro é o silêncio da cor, eu me desfaço em fios. sou, de repente, uma macarronada de fios finos, leves, caindo n'água. minha pequenice é agora menor ainda, quando você é tão grande. porque você é gigantesco, esbarro em você a cada passo, a cada busca, cada olhada para dentro. e quando olho para dentro, tudo em volta é noite e aqui amanhece (só aqui). o medo vem naqueles minutos antes do sol nascer. é o quase, é o não. mas quando ele vem e o leite está gelado, posso olhar em volta e acordar do sonho bom. só sinto tristeza quando acordo de sonho ruim. e, sim, eu quero dançar.

as férias sempre são estranhas. antes, o melhor. agora, a viagem para longe, que não acaba. ela está lá, não está? esperando.

podemos passear num parque, aquele do piquenique. e podemos falar da saudade, que fala e canta ao mesmo tempo, que arrepia de -

se o escuro é o silêncio da cor, fecho os olhos com as mãos e choro baixinho, segredo meu. e, com os ouvidos, te espio sem que você saiba. mas estou aqui, sempre querendo um abraço mais longo. hoje é noite e eu quero juntar os pedaços, os reflexos.

a gaita, ah.

Nina. [3:28 PM]



5.12.06


sabe, eu estava assistindo àquele filme. aquele dos cartazes. aquele que fui ver no cinema umas... três vezes. aquele sobre o qual falávamos. muito fácil chorar na parte em que ele diz aquilo para ela. muito fácil chorar no final, no aeroporto. muito fácil lembrar-me de mim mesma. (e daquele tempo) tudo isso é muito simples e bastante esperado.

nada de surpresa.

difícil é que a meia-noite está chegando. o meio da noite é sempre um recomeço. mas não o começo de um dia... porque é o início oficial daquilo que virá, das risadas.



ser nerd é muito fácil.
(finja que não leu nada disso)

Nina. [11:50 PM]



30.9.06


calculista.

é possível apertar. teclar. ON, OFF. com som, sem som. MC, MR, M menos, mais, por cento, vezes, dividir, raíz quadrada.

igual.

enter.

a tela: acinzentada: números. palavras. luz do sol, luz. pilhas, pode ser.
cinza, preto, vermelho, branco. (ora, veja-só!)
uma etiqueta.

e o que é tudo isso? amizade, babe.

Nina. [8:52 PM]



27.9.06


eu gosto de dicionários. gosto das abreviações e de significados.

aí eu resolvi criar um dicionário só meu, com palavras que eu gosto, palavras-sonoras.

os significados são seus:

um fio de cabelo na água.
algo quase-lá. uma aflição, abismo gorducho quase-sem-fim esperando pela leveza do pequeno castanho. reflexo. pontinha fina se deixando levar pela correnteza. invisível. col de mel, como os olhos. liso, curto. a água segura o fio, para que não caia e para que não vá embora, voando vida acima.


um fio de cabelo na água: qual é a palavra para este significado? eu não me lembro.

Nina. [7:58 PM]



2.9.06




jeffrey-nina.

Nina. [5:56 PM]



25.6.06


waiting for the bus that never comes.

Nina. [1:38 PM]



17.6.06


um mini-conto
Ele abriu a gaveta. Duas caixinhas de grampos para prender o cabelo dela. A coleção de figurinhas crescia sem ocupar mais espaço. Ele saiu pela porta dos fundos e não fechou a gaveta.
A garota:
Tem medo do escuro. Abriu a gaveta que estava aberta e acendeu um palito-de-fósforo. Sua própria sombra escondeu o pacote brilhante. Presente de susto.
Ele voltou.
- Desde quando você fuma?
- Já falamos sobre isso.

Nina. [11:35 AM]



26.5.06


sabe o que é?
é a falta das mãos dadas, dos abraços sufocantes. é a falta de ar. é o mapa que cresceu.

eu sei o que é.

Nina. [9:37 AM]



22.5.06


hey you

would you help me to carry the stone?
open your heart, i'm coming home.

but it was only fantasy.




alulaeabaleia.

Nina. [10:37 PM]





(...)"boa noite, nina." disse o grande e gordo kim, e abraçou um pouco mais forte.

Nina. [1:51 AM]



18.5.06


eu sei, é difícil confessar
que as suas palavras, seus versos
são melhores que os meus.
tudo bem.
me perdi, fugi.

você continua a cantar
e eu... perdi as palavras.

melhor assim, sem falar
sem escrever.

sem lâmpada no abajur.



no escuro e em silêncio.

Nina. [4:17 PM]



nina











*à bout de souffle, 1959.
- jean-luc godard -







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